Escolha as ligações permanentes do seu site com cabeça e alma

Lembra-se de Stevie Wonder, o cantor que conquistou o mundo nos ano 80 do século passado com “I just call to say I love you”? Pois bem, Wonder foi o protagonista do mais divertido momento da edição dos Grammy 2016. Invisual de nascença, subiu ao palco para homenagear Maurice White, dos Earth, Wind & Fire, que morreu há poucos dias. Interpretou “That’s the Way of the World”, com os Pentatonix, e avançou para revelar o prémio para a Melhor Canção do Ano.

No habitual momento de suspense que antecede o anúncio do vencedor, e enquanto abria o envelope, Stevie Wonder brincou com os elementos dos Pentatonix: “Eu consigo ler e vocês não”, ria-se, tocando a folha de papel com o nome do vencedor escrito em braille.

Apesar da brincadeira do artista masculino com mais mais prémios Grammy (os Oscars da música), a frase tem toda a lógica. A leitura daquela frase como de outras depende sempre de alguns factores, entre os quais então o emissor, o receptor e a mensagem. Para que a comunicação seja perfeita, estes três elementos têm de estar em sintonia.

O mesmo acontece com as ligações permanentes do seu website. Têm de ser lidas de forma adequada por quem interessa: os utilizadores e os motores de busca.

O que é uma ligação permanente

Antes de mais, convém explicar que uma ligação permanente é o URL, o endereço de Internet. É o que permite a realização de ligações (links). Por exemplo, a ligação permanente deste site é https://virgu.com/ e a do blog é https://virgu.com/blog/.

O URL de cada página, artigo, categoria, imagem, enfim de todos os conteúdos, deve ser permanente e nunca mudar.

Por omissão, o WordPress utiliza um estilo de ligações permanentes feio e pouco amigo dos olhos dos utilizadores e, já agora, dos motores de busca. Usa caracteres como, por exemplo, “?p=111” a seguir ao domínio do site. O número corresponde à identificação, que é única, do artigo ou página.

Se este site tivesse as ligações permanentes feias, o URL deste artigo seria algo como https://virgu.com/blog/?p=683. Feio, não acha?

Desconstruindo: temos o domínio do site, um ponto de interrogação, que é um separador, a letra p, o símbolo de igual (=) e um número. Este informa o WordPress qual a localização daquele conteúdo na base de dados.

Este forma é, além de inestética, indecifrável pelos utilizadores.

Sendo as ligações permanentes fundamentais num projecto online, o melhor é criar uma estrutura que seja reconhecida e interpretada por quem o visita mas também pelo Google e companhia.

Por falar no motor de busca consagrado pelo mundo. Fomos à procura das suas recomendações quanto a este aspecto. E o que nos aconselha é uma estrutura que contenha palavras-chave relacionadas com o conteúdo da página, para que seja mais fácil a sua indexação. Portanto, o melhor é fazer isso.

Como alterar as ligações permanentes

É importante sublinhar que ao modificar a estrutura das ligações permanentes está também a alterar o endereço das páginas. Por isso, se o seu projecto online está em construção, vá em frente sem medos. Este é o melhor momento para o fazer.

No entanto, se o seu site já está online faça o processo com muito cuidado para evitar perder o tráfego que lhe chega pelos motores de busca ou através de links externos ou mesmo internos. Para resolver este problema terá de aplicar redirecionamentos 301 (um dia falaremos deste assunto).

A escolha

A melhor estrutura de ligações permanentes depende do seu projecto. O WordPress oferece-lhe diversas possibilidades já pré-configuradas (além da tal feia) e dá-lhe a liberdade para definir outra.

O opção ideal para si é aquela que encaixar no tipo de website que tiver.

Comece por visitar as ligações permanentes no menu Opções da área de administração do WordPress. Aqui vai encontrar as possibilidades existentes e uma outra, com campo em aberto, para que possa inserir uma da sua conveniência.

screenblogvirgu

Se tiver um site informativo, com conteúdos que, de alguma forma, tenham a ver com a actualidade, pode ser útil apresentar a data de publicação do artigo. Nesse caso a ligação permanente ficará: http://nomedosite.com/2016/2/16/exemplo-de-artigo/. Temos o ano, o mês e dia da publicação, acompanhado do título do artigo.

Noutros casos, o nome do artigo surge como a opção lógica, ficando: http://nomedosite.com/exemplo-de-artigo/. Resulta em URL curtos, simples e legíveis.

Vejamos o caso de um site dedicado a desporto. Pode ser importante integrar a etiqueta %category% acompanhando o %postname%, para delimitar, por exemplo, por modalidades, resultando em http://nomedosite.com/futebol/resultados-semana/. Cria-se, neste caso, uma estrutura hierárquica.

Se quiser uma estrutura totalmente personalizada, pode usar diversas etiquetas:

  • %postname% – título do artigo ou página;
  • %post_id% – ID único;
  • %category% – categoria do artigo;
  • %year% – ano de publicação;
  • %monthnum% – mês de publicação;
  • %day% – dia de publicação;
  • %hour% – hora de publicação;
  • %minute% – minuto de publicação;
  • %second% – segundo de publicação;
  • %author% – nome do autor;

Vá com calma e ponderação. Evite excessos e pense naquela que será a melhor estratégia para o seu site.

Ninguém melhor que você para definir a melhor estrutura e manter um site arrumado.