Tem uma loja online? Abuse da informação na página do produto (mas sem exagerar)

Vamos às compras? Acompanhe-me num pequeno passeio por uma loja, em busca de uma nova televisão.

Olhamos para os modelos que temos à nossa frente,  apreciamos as formas, as finas molduras, confirmamos que são, de facto, muito estreitas. Observamos com detalhe a base que tem de segurar todo o peso e percebemos que são, afinal, bem leves.

Sorrimos, recordando o passado. Foi há quê…, sim, há menos de 20 anos. As televisões eram enormes, pesadas, com mais plástico e componentes que ecrã. Hoje é tudo diferente. O ecrã é fascinante, prende-nos o olhar. Ficamos bloqueados pela qualidade das imagens, pelo brilho das cores, a tonalidade perfeita dos verdes, dos azuis, dos vermelhos e amarelos. E o negro, que é mesmo preto e não cinzento.

Estamos quase conquistados. Só há pequenas dúvidas a tirar e as respostas devem estar já aqui, naquela folha que tem as características. Pegamos nela, passamos os olhos e nada. O melhor é ler com atenção. De novo, nada. Não está ali aquilo que procuramos esclarecer.

É neste ponto que deixamos de nos encantar pela TV. Os nossos olhos  desviam-se em busca de um funcionário que nos possa ajudar. De repente, o brilho das cores perdeu intensidade.

Estamos numa loja física e podemos, se quisermos, esperar pelo funcionário. É provável que o façamos. Mas e se algo parecido ocorrer numa loja online? Por exemplo, na sua loja online. O que acha que acontece? O cliente vai ‘esperar pelo funcionário’, que é como quem diz, vai enviar um email e aguardar pela resposta? Ou vai em busca de outra loja onde tenha a resposta à dúvida ali à mão e onde concretizará a compra?

Não há isso de informação a mais

Sejamos rigorosos. Há, com efeito, ‘isso da informação a mais’. Por vezes dizer muito não é o mesmo que dizer bem. É preciso algum equilíbrio mas, na dúvida, ofereça informação a mais que a menos.

Sobretudo se estivermos a falar da descrição de produtos numa loja online. Nestes casos, quanto mais e melhor informação colocar na área de apresentação mais possibilidades terá de conquistar o cliente e menos vezes terá de prestar esclarecimentos através de email ou via redes sociais àqueles que se derem ao trabalho de o contactar.  Por norma, isso só acontece em lojas online onde o produto é exclusivo ou em casos em que o preço seja arrasador e isso raramente acontece.

Que informação?

Numa loja física, um cliente vê a informação disponível na etiqueta ou na ficha que acompanha o produto. Pode conferir o preço, tamanhos, peso, dimensões, especificações e características técnicas, entre outros elementos que influenciam a decisão de compra. Mas pode ainda tocar, escutar como funciona, observar ao detalhe e cheirar.

Numa loja de comércio online há algumas sensações impossíveis. Pelo menos para já, não existe a possibilidade de cheirar, tocar, ouvir ou analisar ao pormenor.

Prestar uma informação detalhada e completa é essencial para uma melhor experiência dos utilizadores que pretende transformar em clientes. Mas evite os dados amontoados sem contexto e banais.

Coloque-se no papel de cliente. Quantas vezes já encontrou, como tópico principal da descrição de artigos, a frase “produto de excelente qualidade”. Esta é uma daquelas frase feitas às quais reagimos com um irónico “sim, sim, todos dizem o mesmo”. Tal como a celebre frase das candidatas a Miss Mundo. Todas desejam ‘a paz na Terra’.

Seja o mais específico possível. Descreva o produto, as suas características, funcionalidades, mas também os seus benefícios.

Se vender roupas, fale dos tamanhos, das cores, do tipo de material, das  instruções de lavagem mas também das sensações que aquela peça provoca em quem a veste, do uso que pode ter. Tudo isto em frases simples e usando palavras comuns, do dia-a-dia. Procure transmitir emoções.

Lembre-se que as pessoas não compram produtos, compram coisas que as façam sentir melhores.

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