WordPress: Mais rápido que a própria sombra?

Já aqui tínhamos dito que gostamos do WordPress e nunca é demais reforçar a ideia, e um dos motivos pelo qual gostamos é a facilidade com que conseguimos executar as tarefas dentro desta plataforma.

Começamos com as típicas instalações de 5 minutos, seguidos de outros 5 para escolher um tema do qual gostemos (acreditamos que aqui algumas pessoas demorem um pouco mais, mas não será pela dificuldade da tarefa, apenas é difícil escolher entre milhares de possibilidades).

Rapidamente colocamos o site online e vamos criando/ajustando o que necessitamos, muitas vezes recorrendo ao método tentativa/erro. Seja como for, ao fim de umas horas temos o nosso site pronto a ser mostrado ao mundo.

Partilhamos o site com alguns amigos e familiares e recebemos o feedback inicial: “Podias adicionar esta funcionalidade”, “Não gosto muitas daquelas imagens”, “E se alterasses a fonte?”, “Sabes, vi um site de um amigo que tinha um tema interessante, queres experimentar?”.

E como tudo é tão fácil de alterar, ou ajustar, começamos a entrar numa fase de corte e costura: adapta-se o tema, inserem-se algumas imagens à pressa com pouco tratamento,e adiciona-se mais uma meia dúzia de plugins para termos algumas funcionalidades extra.

Tudo isto num piscar de olhos, sentimo-nos verdadeiros Lucky Luke mais rápidos que a própria sombra, e no final da nossa demonstração de rapidez e domínio da ferramenta, apercebemo-nos que a nossa donzela (site) mais parece saída de um conto de Mary Shelley tantos foram os ajustes que lhe fomos aplicando. O Xerife (Google) vai apontar o dedo tanto às imagens não tratadas como à falta de otimização de performance, e todo o World Wide West passará a não considerar a nossa donzela como apetecível.

Mas então, o que fizemos de errado?

Bem, na realidade tudo o que fizemos faz parte do processo de conceber o website, mas finda esta tarefa, não temos o site pronto para mostrar ao mundo. Temos sim, um protótipo que nos servirá de modelo para criar o site final.

Começa por criar um protótipo de forma rápida para testares algumas funcionalidades e visualizares o que será o resultado final. Convida pessoas de confiança (e bom-gosto) para te darem um feedback. Não vás a correr executar as sugestões à medida que te chegam à caixa do correio. Analisa e tenta extrair o que é comum à massa crítica que recebeste. Evolui o teu protótipo para um estado quase final, onde existam todas as funcionalidades que pretendes para o site, e volta a recolher opiniões.

Nesta fase, podes optar por um de dois caminhos:

  • limpas o site de tudo o que não interessa
  • crias o site do zero apenas com as imagens, elementos do tema e plugins que realmente necessitas

Eu prefiro a segunda opção, mas cada um deve criar e seguir o seu método. Vais ver que de forma organizada e faseada, recorrendo à elaboração rápida de protótipos, e depois à finalização do website conforme pretendes, poderás não ser o mais rápido da web, mas ganharás muito mais tempo que os que querem ser cowboys.